Quando se fala em envelhecimento da pele, pensamos nas rugas, na perda de firmeza, nas manchas ou naquela mudança de textura que começa a tornar-se mais evidente com a idade. O que nem sempre percebemos é que uma parte daquilo que vemos hoje começou a construir-se muitos anos antes.
A pele tem memória. E a exposição solar acumulada ao longo da vida deixa a sua marca.
Não é apenas aquele dia de praia em que a pele ficou vermelha. É também o sol das caminhadas, das esplanadas, das viagens de carro, dos almoços no exterior e de todos os dias em que saímos de casa sem pensar que a pele também está exposta.
É por isso que falar de proteção solar apenas no verão é muito pouco.
A radiação ultravioleta é um dos principais fatores externos associados ao envelhecimento prematuro da pele. Ao longo do tempo, pode contribuir para alterações no colagénio e na elastina, aumentar o stress oxidativo e favorecer alterações na pigmentação. O resultado não aparece necessariamente de imediato. Pode revelar-se anos mais tarde através de manchas, rugas mais marcadas, perda de elasticidade e firmeza, tom irregular e uma textura menos uniforme.
É aquilo a que chamamos fotoenvelhecimento.
E existe uma diferença importante entre envelhecer e envelhecer mais depressa devido à exposição solar acumulada. Não podemos parar o tempo, nem esse deve ser o objetivo. A pele vai mudar com a idade, com as alterações hormonais e com a própria genética. Mas podemos protegê-la de um dos fatores externos que mais contribuem para acelerar essas mudanças.
É aqui que o protetor solar deixa de ser apenas «aquele creme que se usa para não apanhar um escaldão» e passa a ocupar o lugar que realmente merece numa rotina de cuidados: é também um dos gestos mais importantes de prevenção do envelhecimento cutâneo.
Pode existir uma excelente rotina com vitamina C, retinol, ácido hialurónico, antioxidantes, despigmentantes e produtos de firmeza. Podem realizar-se tratamentos para melhorar manchas, rugas e qualidade da pele. Tudo isso pode fazer sentido. Mas, se diariamente a pele continua exposta à radiação ultravioleta sem proteção adequada, falta uma parte fundamental dessa estratégia.
E isto torna-se ainda mais importante quando já existem manchas. Não basta atuar sobre a pigmentação e esperar que desapareça enquanto a pele continua sujeita ao estímulo que pode contribuir para a sua persistência ou reaparecimento. A fotoproteção deve acompanhar qualquer rotina direcionada para manchas e fotoenvelhecimento.
Também não é preciso esperar pelos 40 ou 50 anos para começar. Na realidade, quanto mais cedo a proteção solar se transforma num hábito, melhor. A prevenção faz precisamente sentido antes de aquilo que queremos evitar se tornar evidente.
No DaySpa Edite encontra SkinClinic, dermocosmética profissional com soluções de fotoproteção que permitem adaptar este cuidado às características e necessidades de cada pele. Porque uma pele seca não procura necessariamente a mesma textura de uma pele oleosa, uma pele com tendência para manchas pode exigir cuidados específicos e uma pele madura pode beneficiar de uma rotina diferente de uma pele mais jovem.
Mais produtos também não significam necessariamente melhores resultados. Uma boa rotina deve ser coerente, adequada à pele e possível de manter diariamente. E, no meio de tantos séruns, cremes e ativos disponíveis, existe um produto que não deveria ser esquecido: o protetor solar.
Cuidar da pele não é tentar impedir que ela envelheça. É permitir que envelheça da melhor forma possível, sem acrescentar desnecessariamente anos de dano solar àquilo que faz parte do processo natural.
Porque uma mancha que hoje incomoda pode ter começado a formar-se muito antes de ser visível. Uma ruga mais marcada não apareceu necessariamente de um dia para o outro. E parte da perda de firmeza que associamos apenas à idade também pode refletir anos de exposição solar acumulada.
Por isso, quando se pensa numa verdadeira rotina antienvelhecimento, não se deve começar pela pergunta «o que posso fazer quando as rugas aparecerem?».
Vale mais começar muito antes.
Proteger hoje a pele daquilo que poderá envelhecê-la amanhã.
No verão e no inverno. Com calor ou com frio. Aos 25, aos 40, aos 50 e depois disso.
Porque o melhor cuidado antienvelhecimento não começa quando os sinais já estão instalados. Começa todos os dias, com proteção.
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