Chega a uma certa idade em que a vaidade deixa de ser apenas vaidade. Passa a ser uma forma de não se deixar para trás. Talvez seja por isso que a frase «ou é vaidosa… ou vai idosa» faça sorrir e, ao mesmo tempo, tenha muito mais verdade do que parece. Porque os anos passam e o corpo acompanha-os. A pele muda, o rosto muda, o corpo muda, a força, a energia e a mobilidade também podem mudar. O que não deveria mudar é a importância que cada pessoa dá a si própria.
Existe uma ideia estranha de que, a partir de determinada idade, é preciso aceitar tudo aquilo que aparece como se cuidar já não pudesse fazer diferença. A pele perdeu firmeza? «É da idade.» O corpo mudou? «É da idade.» Há menos energia? «É da idade.» E uma frase que poderia servir apenas para reconhecer a passagem natural do tempo acaba, muitas vezes, por servir de desculpa para deixar de atuar. Como se chegar aos 60, 70, 80 ou 90 anos significasse entrar numa fase em que já não vale a pena melhorar aquilo que incomoda, preservar aquilo que está bem ou simplesmente continuar a gostar de se sentir bonita e cuidada.
Aceitar que se envelhece não é a mesma coisa que desistir de cuidar da forma como se envelhece. E esta diferença é fundamental. Prevenir é importante, mas a vida não acontece toda em modo de prevenção. Nem todas as pessoas começaram a usar os produtos certos aos 30 anos, tiveram sempre uma alimentação equilibrada, praticaram exercício durante toda a vida ou fizeram regularmente os cuidados de que precisavam. Isso não significa que tenham perdido a oportunidade. Aquilo que não foi feito ontem não deve servir de argumento para não fazer nada hoje. Cuidar também é olhar para aquilo que já mudou e decidir atuar.
É precisamente aqui que a vaidade começa a ganhar outro significado. Já não é apenas querer estar bonita para uma ocasião ou querer agradar a alguém. É acordar de manhã e continuar a colocar na pele aquilo de que ela precisa. É perceber que um bom skincare não perde importância porque apareceram rugas; pelo contrário, deve acompanhar as novas necessidades da pele. Uma rotina SkinClinic adequada pode fazer parte desse cuidado diário, tal como um tratamento facial pode fazer sentido quando já existe perda de luminosidade, hidratação, firmeza ou outras alterações que incomodam. Não para fingir que os anos não passaram, mas porque uma pele madura continua a merecer ser tratada e valorizada.
E esse cuidado não fica à porta da casa de banho nem termina quando se coloca o creme. Vai-se misturando naturalmente na vida. Está na mulher que decide voltar a olhar para o corpo e perceber o que gostaria de melhorar, que faz um tratamento corporal sem achar que «já não tem idade para isso», que reserva tempo para uma massagem porque também aprendeu que o corpo não existe apenas para trabalhar e cumprir obrigações. Está naquela satisfação aparentemente pequena de olhar para as mãos e ver as unhas cuidadas ou de fazer uma pedicure mesmo no inverno, quando ninguém vai ver os pés. Porque nem tudo aquilo que se faz por si precisa de ser visto pelos outros para ter valor.
Com o passar dos anos, esta relação com o cuidado torna-se ainda mais profunda porque o espelho deixa de ser a única medida. Sentir-se bem passa também por conseguir confiar no próprio corpo, manter força para a vida quotidiana, preservar a postura, a mobilidade e a capacidade de continuar a fazer aquilo de que se gosta. O Pilates entra naturalmente nesta forma de cuidar, não como uma obrigação imposta pela idade, mas como uma maneira de continuar a investir num corpo que se quer bonito, firme, funcional e autónomo durante muitos anos.
E, quase sem se perceber, aquilo que começou por uma conversa sobre vaidade deixa de ser apenas sobre aparência. Porque não é possível separar completamente aquilo que se vê daquilo que se sente. Uma pessoa pode investir no melhor skincare e, ao mesmo tempo, perceber que precisa de olhar com mais atenção para a alimentação, para a energia e para a forma como se sente no dia a dia. Pode cuidar do rosto e querer compreender melhor o corpo. Pode gostar de tratamentos estéticos e, ao mesmo tempo, procurar na Acupuntura, na Reflexologia ou na Medicina Quântica outras abordagens complementares ao seu bem-estar, sem que uma escolha anule a outra ou substitua o acompanhamento médico quando este é necessário.
Talvez seja precisamente esta visão que faça mais sentido com a idade: deixar de dividir o cuidado entre aquilo que é «beleza» e aquilo que é «bem-estar». A pessoa é a mesma. A mulher que coloca o seu SkinClinic de manhã é a mesma que escolhe aquilo que coloca no prato, que faz Pilates, que gosta de uma massagem, que cuida das unhas, que procura sentir-se melhor e que continua a querer olhar ao espelho e gostar do que vê. Não são cuidados isolados. São diferentes maneiras de continuar a dizer a si própria que ainda merece tempo, atenção e investimento.
É esta forma de cuidar que encontra espaço no DaySpa Edite. Não uma tentativa de parar o relógio, porque isso ninguém consegue fazer, mas também não a ideia de que tudo deve ser aceite passivamente só porque os anos avançaram. Há um caminho muito mais humano entre esses dois extremos: respeitar a idade que se tem sem deixar de atuar sobre aquilo que pode ser cuidado, melhorado ou valorizado.
Talvez isso seja particularmente importante para tantas mulheres que passaram décadas a colocar outras pessoas primeiro. Houve filhos para criar, trabalho, casa, família, pais para acompanhar e uma vida inteira de responsabilidades. Não faria sentido chegar finalmente a uma fase em que existe mais espaço para si e concluir que agora já é tarde para o ocupar. Não é tarde para começar a cuidar melhor da pele. Não é tarde para voltar a mexer o corpo. Não é tarde para mudar a alimentação, cuidar das mãos e dos pés, fazer uma massagem, procurar um tratamento ou dedicar atenção ao próprio bem-estar. E também não é tarde para voltar a ser vaidosa.
Porque uma mulher não deixa de ser mulher quando chega aos 60, aos 70, aos 80 ou aos 90 anos. Continua a poder gostar de se sentir bonita. Continua a poder querer melhorar aquilo que a incomoda. Continua a poder sentir prazer em cuidar de si. E talvez chegue uma altura em que já nem seja necessário explicar porquê.
Os anos acrescentam idade. Não deveriam retirar o interesse por si própria.
É por isso que aquela brincadeira com as palavras acaba por dizer muito mais do que parecia à primeira leitura. Não fala apenas de cremes, tratamentos ou aparência. Fala daquela decisão silenciosa de continuar presente na própria vida, de não transformar a idade numa desculpa para se abandonar e de perceber que cuidar de si continua a fazer sentido enquanto houver vida para viver.
Chega a uma certa idade em que só há duas opções: ou é vaidosa… ou vai idosa.
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